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26/04/2013 voltar

Atendimento a pacientes de planos de saúde é suspenso em várias cidades do Brasil

Imagem retirada de http://www.simepe.org.br/novoportal/?p=2146
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Médicos em diversas cidades do país suspenderam nesta quinta-feira (25) o atendimento a pacientes de planos de saúde. Planos de saúde e profissionais da área não estão se entendendo bem.

A professora Maria das Neves viajou 500 km, da cidade onde mora até Goiânia, para uma consulta. Em vão. “Não vai me atender, a paralisação é por 24 horas. Com este médico cardiologista, perdi o dia”, diz.

Médicos, dentistas e fisioterapeutas aderiram à paralisação de um dia no atendimento a usuários de planos de saúde. Eles reclamam dos valores pagos pelos procedimentos.

“São muito baixos e ao longo dos anos os reajustes não acompanharam a inflação e muito menos acompanharam os reajustes aplicados às mensalidades”, afirma o presidente da Associação Paulista de Medicina, Florisval Meinão.

Em São Paulo, houve manifestação na Avenida Paulista. A Associação de Medicina afirma que, no estado, os planos pagam, em média, R$ 50 por uma consulta. Mas, dependendo do plano e da cidade, pode cair para até R$ 15.

A principal reclamação dos profissionais de saúde é a baixa remuneração, mas não é a única. Durante os protestos, eles denunciaram também o que chamam de interferência dos planos na relação dos médicos com os pacientes.

Os médicos alegam que ao dificultar a liberação de exames, os planos comprometem o tratamento.

“As consequências são desastrosas, pode inclusive chegar a ter uma morte. Determinados tipos de procedimentos são emergenciais”, diz o presidente do Sindicato dos Médicos, Cid Carvalhães.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar, que representa os principais planos do país diz que o pedido de explicações feito antes da liberação dos exames é para dar mais segurança aos seus clientes. E que tem feito reajustes acima da inflação.

“Nos últimos três anos, o reajuste concedido pelas afiliadas ao valor das consultas foi de 35,4%, que é o dobro da inflação”, afirma José Cechin, da Federação Nacional de Saúde Suplementar.

Para o Conselho Federal de Medicina, o problema tem reflexo no atendimento aos pacientes.

“É impossível se fazer uma medicina de qualidade ganhando R$ 30, R$ 40, R$ 50 por uma consulta e o paciente ser atendido em dez minutos. Isso não pode mais acontecer”, avalia Roberto D'Ávila, do Conselho Federal de Medicina.



Fonte: G1