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04/12/2013 voltar

Cirurgia Ortognática não é mais um mito

Imagem retirada de http://www.odontomagazine.com.br/2013/11/27/cirurgia-ortognatica-nao-e-mais-um-mito/
Imagem retirada de http://www.odontomagazine.com.br/2013/11/27/cirurgia-ortognatica-nao-e-mais-um-mito/
Há algum tempo, acerca de quase duas décadas, as deformidades maxilofaciais eram vistas apenas para aqueles pacientes com defeitos esqueléticos que causavam constrangimentos, tanto para o portador como para a própria família.

Vamos tentar enfocar, de uma maneira sucinta e de fácil compreensão, os aspectos mais importantes que levam o paciente a procurar profissionais especialistas nesta área. Até mesmo, tentar transmitir a alguns colegas de profissão, a necessidade de uma cirurgia ortognática, além de desmistificar o aspecto de um procedimento extremamente invasivo e severo.

Assim como noções básicas e fundamentais para o paciente que necessita de uma cirurgia corretiva funcional, pois um dos maiores motivos que atormentavam o profissional da Odontologia, na qual não era especialista em bucomaxilofacial, até bem pouco tempo, era quando indicar, como diagnosticar, assim como preparar e planejar o tratamento destes pacientes, além do receio de como lidar com o psicológico de um paciente que precisa tomar conhecimento de sua necessidade patológica. Vale ressaltar que, se olharmos na literatura mais antiga, podemos nos deparar com falhas que poderiam ter sido evitadas, se existisse o trabalho multiprofissional.

A maioria das cirurgias era feita baseada apenas no defeito esquelético maxila e mandíbula. Os ortodontistas se deparavam com casos que não conseguiam solucionar, devido a grande desproporção de bases ósseas. Os cirurgiões operavam os pacientes, mas corriam sérios riscos de recidiva, devido à precariedade de oclusão dentária obtida, e/ou até mesmo a busca de auxílio em outro profissional, como protesistas, que elaboravam planejamentos e que se limitavam aos dentes e a estética, o que poderia causar casos até mais severos após alguns anos, como dores nos músculos faciais, principalmente os que estão envolvidos no sistema estomatognático insuportáveis; cefaleias incuráveis e, até mesmo, o desgaste da articulação temporomandibular.

Quando se deu início ao trabalho em conjunto com outros especialistas, como ortodontistas, protesistas, especialistas em oclusão dentária e distúrbio de articulação temporomandibular e reabilitadores intraorais, a mentalidade de abordagem destes pacientes foi modificando, de maneira que, o preparo intraoral tinha tudo a ver com o resultado esquelético funcional da cirurgia ortognática, tornando-a, assim, algo mais positivo e adequado.

Para o benefício do paciente e para o sucesso dos profissionais envolvidos, há uma necessidade da atuação em conjunta entre os profissionais envolvidos e o paciente, possibilitando esclarecer as dúvidas do paciente, trabalhando com suas expectativas, além de deixar claro que o resultado e o sucesso do procedimento dependem também do respeito ao tratamento proposto, que se faz multidisciplinar, e o bom relacionamento entre profissional e paciente.

Com o avanço das técnicas cirúrgicas e o advento do material utilizado ser cada vez mais adaptável às técnicas, hoje, quase todos os procedimentos cirúrgicos são realizados por meio intraoral. Tudo isso resultou em melhora significativa na qualidade e aceitação do paciente a cirurgia ortognática.

O avanço das técnicas de cirurgias ortognáticas não se deu por si só. A especialidade Ortodontia também teve seu avanço tecnológico acelerado e, em conjunto com a Bucomaxilo, podem-se trocar diversas experiências e associar o crescimento maxilomandibular à arcada dentária, respeitando as suas fases de crescimento.

Materiais mais modernos e mais confortáveis favoreceram o tratamento ortodôntico, além de fornecer movimentos dentários ortodônticos que, com as ligas mais antigas não se conseguia com tanto êxito e segurança, isso desde que se respeite o tempo e o limite de força empregada para cada movimento.

O tratamento preventivo oferece melhores resultados, pois trabalha com o crescimento e desenvolvimento craniofacial, resultado possível quando lidamos com crianças em fase de crescimento. Porém, há uma responsabilidade do profissional em observar se os aparelhos ortopédicos funcionais estão se harmonizando com o crescimento facial, ajustando-se com a base óssea do paciente.

Para que o mesmo não venha a ser um paciente que necessite de correção ortognática cirúrgica quando mais velho, já é necessário iniciar o planejamento ortodôntico para que, futuramente, aconte-çam apenas algumas correções cirúrgicas ortognáticas.

Já o adulto jovem, como na fase da puberdade ou nas primeiras menarcas, o problema de maloclusão deve ser avaliado por uma equipe multidisciplinar, como o ortodontista, o especialista em DTM, o Bucomaxilo e o Fonoaudiólogo. Nestes casos, hoje, considera-se a extração dos pré-molares uma mutilação, causando danos futuros à harmonia das arcadas e da face (relação maxila e mandíbula), além de danos a articulação temporomandibular, quando o indivíduo chegar à fase adulta.

Pacientes adultos são os que mais passam por este tipo de procedimento, uns porque não tiveram a prevenção quando pequenos, outros por não atingirem a maturidade óssea e a oclusão dentária, nem a harmonia entre as arcadas, além dos fatores hereditários.

Fonte: Odontomagazine, escrita por Andrea Beder e Milton Raposo Jr.