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06/11/2013 voltar

HTLV: um vírus da família do HIV

Imagem retirada de http://www.odontomagazine.com.br/2013/11/04/htlv-um-virus-da-familia-do-hiv/
Imagem retirada de http://www.odontomagazine.com.br/2013/11/04/htlv-um-virus-da-familia-do-hiv/
O HTLV pertence à família Retroviridae, a mesma do HIV, porém, pertencente ao gênero deltaretrovírus, que é diferente do vírus de imunodeficiência humano, que causa síndrome de imuno-deficiência adquirida (AIDS).

Apesar de menos conhecido do que o HIV, muitos pesquisadores acreditam que o HTLV seja mais antigo do que o vírus da AIDS. Foi o primeiro retrovírus claramente associado a uma malignidade, sendo isolado, em 1980, em pacientes de Linfoma de células T (EUA), já descrito primeiramente no Japão (1977).

Existem, basicamente, dois tipos de HTLV que, a apesar de bastante semelhantes, comportam-se de modos bastante diferentes no organismo:
- HTLV-1: pode causar doenças, embora nem sempre cause.
- HTLV-2: quase nunca causa qualquer dano ao organismo infectado.

Ambos estão relacionados com várias outras doenças, principalmente neurológicas. Entre as doenças, estão: paraparesia espástica tropical/mielopatia associada ao HTLV, leucemia de células T do adulto e uveíte.

Causas
Parece que algumas pessoas possuem uma predisposição genética para o desenvolvimento, porém, isso ainda está em estudo.

Sintomas
- Lesões da pele (vermelhidão excessiva, placas avermelhadas, descamação, coceira, tumorações).
- Aumento dos gânglios do pescoço, das axilas, das virilhas (ínguas).
- Barriga inchada (por acúmulo de líquidos, aumento do baço e do fígado).
- Anemia, febre persistente e pneumonias de repetição.

Estima-se que, no mundo, há entre 10 e 20 milhões de pessoas infectadas. O HTLV só provoca algum tipo de doença em aproximadamente 5% das pessoas infectadas, ou seja, em cada 100 pessoas infectadas pelo vírus, apenas cinco adoecem. Os demais permanecerão assintomáticos (sem qualquer sinal de doença) pelo resto das suas vidas, só vindo a descobrir que têm o vírus se forem, por exemplo, doar sangue e o exame de triagem do banco de sangue detectar a infecção.

O HTLV pode ser considerado um problema de saúde pública, já que é uma doença com alta incidência no Brasil. Estima-se que cerca de 50 mil baianos estejam infectados pelo vírus (Fiocruz). Não é tão divulgado pela mídia, apesar de ser um problema de saúde pública, pois os danos são muito menores do que os provocados pelo vírus da AIDS. Enquanto quase todos os portadores de HIV manifestarão a doença em algum momento da vida, apenas 5% dos infectados pelo HTLV vão apresentar os sintomas da doença, que acomete principalmente as mulheres.

Transmissão
Uma pessoa pode se infectar pelo HTLV (1 ou 2) das seguintes maneiras:
- Recebendo transfusão de sangue contaminado pelo vírus.
- Compartilhando agulhas, seringas, ou objetos cortantes que contenham sangue contaminado.
- Por meio da amamentação com leite materno de mãe que seja infectada pelo vírus.
- Através de relação sexual não protegida.

Não se adquire HTLV pelo beijo, pelo abraço, pela utilização do mesmo banheiro, pelo ar (tosse, espirro, etc.), ou ainda, pelo uso dos mesmos talheres, copos, pratos, toalhas e lençóis.

Diagnóstico
É realizado somente por exame sorológico (exame de sangue) específico, para pesquisa de anticorpos anti-HTLV- I/II no sangue. Após os exames de triagem, geralmente utilizando teste de ELISA.

Tratamento
Ainda não tem cura. Como o risco do desenvolvimento da doença associado ao HTLV é muito baixo, não existe indicação de tratamento nos casos assintomáticos, embora exista tratamento baseado em medicamentos e fisioterapia. A doença tem sido muito estudada por pesquisadores, mas o melhor método criado para combatê-la é a prevenção.

Fonte: Odontomagazine, escrita por Lusiane Borges