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27/03/2013 voltar

Mitos da biossegurança

Imagem retirada de http://www.odontomagazine.com.br/2013/03/12/mitos-da-biosseguranca/
Imagem retirada de http://www.odontomagazine.com.br/2013/03/12/mitos-da-biosseguranca/
Toda esterilização em autoclave é segura
É uma inverdade, pois a marca e a procedência da autoclave não asseguram necessariamente a esterilização. Evidentemente, existem equipamentos mais seguros (câmara interna de aço inoxidável, processamento automático, pré-vácuo, reservatório de água, secagem com porta fechada, etc), porém, a certeza de esterilização é dada através de teste químico (integrador químico) e biológico realizados, respectivamente, a cada ciclo e semanalmente.

Utilização da estufa para secagem de pacotes, ainda úmidos, já processados em autoclave
O processo de esterilização em autoclave ocorre com parâmetros diferentes da estufa. No primeiro, são utilizados três parâmetros físicos: tempo, temperatura e pressão e, no segundo, somente dois: tempo e temperatura. Portanto, não se deve confundir os dois processos, sobretudo, no tocante à secagem. Uma autoclave que termina seu ciclo com pacotes úmidos necessita de revisão técnica urgentemente.

Utilização de pastilhas de formalina para esterilização
A colocação de pastilhas de formalina em caixas fechadas com instrumental não assegura esterilização. Somente condições especiais: calor seco, tempo específico, umidade relativa e outros, garantem a esterilização com pastilhas de formalina (tese de doutorado da Profª Kazuko – USP – www.portalbiologica.com.br). Esta prática pode causar intoxicação ao operador e ao paciente, caso não haja lavagem em abundância com água ou soro estéril.

Óculos, avental e gorro atrapalham o profissional
O EPI (Equipamento de Proteção Individual) é essencial para a segurança da equipe no cotidiano da clínica odontológica. Óculos de proteção devem ser utilizados por todos da equipe de trabalho e pacientes. Existem óculos com película antiembaçante, inclusive para o profissional que utiliza óculos de grau. O avental de manga longa e punho estreito e o gorro são igualmente importantes para todos os procedimentos. Estes auxiliam na prevenção da infecção cruzada. A máscara deve ser utilizada de forma correta, protegendo as vias aéreas: boca e nariz. As luvas, além de descartáveis para cada paciente, não devem ser utilizadas por mais de 40 minutos.

Vacinação é certeza de imunização para hepatite B
Não necessariamente. Existe uma parcela da população que não se imuniza (10%) na primeira sequência de três doses e indivíduos que perdem a imunização ao longo dos anos. É necessário que se faça um teste anual denominado Anti-HBS para confirmar a presença e permanência da imunização para hepatite B.

Utilização de sabão ou detergente comum para lavagem de instrumental
Outra inverdade que a maioria dos profissionais desconhece. É de extrema importância diferenciar a ação do sabão e detergente comum (emulsificadores de gordura) do detergente enzimático, que atua na quebra da rede de fibrina do sangue e tem ação enzimática na matéria orgânica aderida ao instrumental. Atualmente, já se utiliza o detergente alcalino em hospitais.

É muito arriscado atender paciente HIV +
Realmente é perigoso atender o paciente HIV+ ou HIV-AIDS, mas o risco é maior para o próprio paciente. Este é altamente vulnerável às infecções de toda ordem. O risco de o profissional adquirir o vírus em um acidente perfurocortante é muito pequeno, menor que 0,5%. É importante esclarecer que o cirurgião-dentista e a equipe auxiliar que notificam o acidente com material biológico a órgãos competentes (MS) têm o direito, por constituição, de receber gratuitamente o coquetel para HIV, bem como os procedimentos de urgência para hepatite B e C.

Fonte: Odontomagazine, escrita por Lusiane Borges