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19/06/2013 voltar

O papel do Odontopediatra como educador

Imagem retirada de http://www.odontomagazine.com.br/2013/06/14/o-papel-do-odontopediatra-como-educador/
Imagem retirada de http://www.odontomagazine.com.br/2013/06/14/o-papel-do-odontopediatra-como-educador/
A primeira imagem que se apresenta quando se pensa em prevenção é a de uma criança, pois ela apresenta um enorme potencial de prevenção e promoção de saúde. Assim, a devida orientação aos pais é fundamental.

Promoção da saúde implica em orientação, informação e, principalmente, em educação.

O Pediatra e o Odontopediatra desempenham papéis importantes no sentido de estimular e promover a instalação de bons hábitos gerais de higiene, que poderão prevenir problemas futuros.

Orientar para a saúde significa educar para a instalação de bons hábitos. Desta forma, o Odontopediatra pode educar e orientar sobre medidas preventivas referentes à saúde oral, desde o pré-natal odontológico, onde são realizadas orientações de higiene bucal da gestante e do futuro bebê. Para que a gestante vivencie um período gestacional livre de problemas bucais, deve realizar visitas periódicas ao consultório e precisa seguir as devidas orientações quanto a sua higiene bucal. No pré-natal odontológico receberá, também, toda a informação quanto ao desenvolvimento das arcadas do bebê e de como contribuir positivamente para o seu desenvolvimento.

Os pais e, principalmente, a mãe, são os maiores agentes de saúde que a criança poderia ter, quando bem orientados e bem informados.

O papel do Pediatra e do Odontopediatra é crítico nesta fase de orientação aos pais, para que possam contribuir no estabelecimento de condutas e hábitos de higiene a serem tomados em família. Pais de primeiro filho estão, via de regra, muito motivados e estimulados a iniciar novas rotinas e novos procedimentos devido à chegada do bebê.

Durante o pré-natal odontológico, logo após o nascimento e durante as diferentes fases de crescimento da criança, as visitas regulares ao Odontopediatra podem impactar positivamente na prevenção de cárie dental, oclusopatias infantis, dentre outros problemas da cavidade oral.

Educar em saúde implica em estar atualizado com os avanços científicos e tecnológicos e, constantemente, manter o paciente e os profissionais de saúde informados e atualizados também.

Muitas vezes a desinformação profissional permite que inadequações e orientações imprecisas sejam realizadas. O processo de reeducação é mais difícil, porém, também deve ser realizado quando necessário.

O uso de dentifrícios fluoretados em Odontopediatria é um bom exemplo de educação em saúde oral. A informação e educação da população quanto aos benefícios do flúor no dentifrício devem ser bastante enfatizadas pelo Odontopediatra, que deve intensificar a orientação de seu uso adequado para prevenir cárie dental. O benefício dos dentifrícios fluoretados está bem estabelecido na literatura.

O Odontopediatra deve conhecer estas informações para que possa orientar e educar com segurança seus pacientes. No caso de oclusopatias infantis, prevenção e educação também é o melhor tratamento. A prevenção da instalação de hábitos não nutritivos ou nocivos é o melhor tratamento ortopédico e ortodôntico que a criança poderia receber. Educar e informar são fundamentais para o processo de desenvolvimento de hábitos saudáveis.

Assim, novamente, não há prevenção sem educação. A prevenção de problemas oclusais na infância implica em uma ação multiprofissional, inter ou transdisciplinar, que também deve existir dinamicamente para um atendimento integral ao desenvolvimento da dentadura decídua. Especialistas em Pediatria, Otorrinolaringologia, Neurologia, Enfermagem, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia e Odontologia (especialistas em Odontopediatria, Ortopedia funcional dos maxilares e Ortodontia) poderão integrar conhecimentos e ampliar o foco da visão na clínica. Esta amplitude de visão e conhecimento inclui também os familiares ou cuidadores que passam a ter participação no processo decisório e eletivo de procedimentos que contribuirão, significativamente, para o desenvolvimento da oclusão saudável. Pais informados e bem orientados são os maiores agentes preventivos e aliados na efetivação da saúde oral e geral de seus filhos. Além disso, estando informados, podem participar nas decisões terapêuticas e, como corresponsáveis, influírem positivamente nos resultados.

Assim, um olhar profissional atento pode promover saúde e problemas relacionados ao desenvolvimento orofacial da criança, onde a orientação, educação e pequenos procedimentos podem minimizar disfunções e, ainda, redirecionar o crescimento e desenvolvimento natural da criança. Entendendo o funcionamento das estruturas orofaciais e ampliando a visão clínica para as diferentes áreas de atuação das especialidades de saúde, é possível identificar os pequenos desvios de normalidade precocemente e proceder aos devidos encaminhamentos e, quando necessário, realizar procedimentos em um trabalho conjunto.

A maior conscientização, por parte dos pais, e maior nível de informação a que possam ter acesso, torna viável atuações precisas e pertinentes durante esta fase tão importante. Podemos destacar que intervenções preventivas para crianças muito pequenas são um grande desafio no sentido da necessidade de um condicionamento comportamental. Esta questão é evidente para a maioria das especialidades apresentadas, em especial, para Ortopedia e Ortodontia. Crianças que visitam consultórios odontológicos ou pediátricos desde cedo e que, em geral, passaram por experiências positivas tendem a ser pacientes de fácil manipulação. Na maioria das vezes, a atenção e adequação do procedimento ao universo da criança, através de explicação de todos os passos a serem realizados, é suficiente para sua cooperação. Isto é sempre esperado quando não há perspectivas de dano real, dor ou desconforto maior do que a sua capacidade de superação possa suportar. Quando lidamos com crianças difíceis, é muito importante identificar a causa das manifestações desfavoráveis, seja na criança ou em seu contexto familiar.

Quando este condicionamento não é suficiente, muitas vezes é importante identificar nos pais ou em experiências anteriores as causas das condutas desfavoráveis. O trabalho integrado com psicólogos tem nos mostrado que uma abordagem maior com os pais é muito mais produtiva do que com a criança, propriamente dita. Na maioria dos casos, a criança de difícil condicionamento tem nos pais ou situações familiares a causa do problema. O acesso aos pais nem sempre é possível ou viável, e há muitas técnicas que os profissionais especializados utilizam que ajudam muito na abordagem familiar e no tratamento.

Os traumas dentários durante a fase de dentadura decídua são outro grande desafio educativo para a prevenção de problemas para a dentadura permanente. Há necessidade de maiores informação ao Pediatra e aos familiares de como proceder em relação às situações de trauma dental. O Odontopediatra, novamente, tem um espaço de atuação como educador para as condutas de urgência.

As dores de cabeça durante a infância têm sido cada vez mais frequentes, bem como problemas de DTM e Bruxismo. Várias causas podem estar associadas a este problema. O Bruxismo, comum durante a fase de dentição decídua ou mista, dores articulares, deficiência visual, sinusites também podem estar relacionados entre si.

A mastigação desempenha um papel muito importante no desenvolvimento da oclusão e crescimento das arcadas. O processo educativo dos pais e das crianças para manterem um padrão mastigatório bilateral e vigoroso também é educativo, porque implica em estabelecimento de hábitos e instituição de rotinas. Sabemos que nos dias atuais, a mastigação perdeu muito de sua função natural, devido à mudança das consistências dos alimentos oferecidos às crianças e menor tempo dedicado ao ato de mastigar.

Com isso, a função mastigatória das crianças sofreu alterações que vêm trazendo prejuízos para as arcadas. O Odontopediatra, juntamente com o Nutrólogo e outros profissionais, deve interceder, educativamente, no estabelecimento de uma mastigação adequada e que contemple todas as diferentes consistências dos alimentos. As demandas atuais mudaram os papéis desempenhados pelos pais. Os profissionais da saúde devem adequar as orientações à realidade de cada família.

Sem dúvida, unido aos vários profissionais da saúde, este comprometimento junto ao paciente é compartilhado e as responsabilidades também. No final, todos são beneficiados pela realização de um bom trabalho e pela promoção de saúde com qualidade de vida. A participação do Odontopediatra neste contexto vem crescendo e sua contribuição como educador para a promoção de saúde, também

Fonte: Odontomagazine