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14/05/2014 voltar

Odontologia utiliza toxina botulínica para tratar dores

Imagem: Reprodução
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A toxina botulínica, conhecida pelo nome comercial Botox, já é utilizada pela classe médica, desde a década de 60, para disfarçar rugas de expressão e ainda a flacidez no rosto. No entanto, o que poucas pessoas sabem é que a toxina também é uma grande aliada dos cirurgiões-dentistas para variados tratamentos odontológicos, em especial contra dores crônicas, e até mesmo para a solução dos casos de sorriso gengival.

De acordo com a cirurgiã-dentista, especialista em ortodontia, Flávia Ramos Venâncio, os benefícios estéticos da toxina botulínica são bem conhecidos pelas pessoas, mas ela alerta que para resolver problemas estéticos de pele, como as rugas de expressão, é preciso que o Botox seja aplicado por um dermatologista. “Na nossa área, a principal finalidade do Botox é o relaxamento muscular e, com isso, melhora a ocorrência de dores. Nós o aplicamos nos músculos da mastigação o que melhora muito o surgimento de dores orofaciais e até alguns tipos de enxaqueca. Não todos, mas alguns casos de enxaqueca que estejam ligados ao hábito do ‘apertamento’ de dentes e tensões mastigatórias”, explica Flávia.

Poucas pessoas sabem, mas a toxina botulínica tem uma importante indicação terapêutica no tratamento de doenças causadas pelo excesso de contração dos músculos mastigatórios, seja o simples apertamento dental ou doença popularmente conhecida como bruxismo, assimetrias faciais, hipertrofia de músculos e disfunções das articulações têmporo-mandibulares, tensões no pescoço e aliviar dores lombares relacionadas a disfunções bucais. Na odontologia o Botox pode ser utilizado com sucesso para correção do “sorriso gengival”, que se caracteriza pela elevação acentuada do lábio superior ao sorrir, mostrando grande faixa de gengiva.

Quando injetada nos músculos, a toxina botulínica bloqueia a liberação da acetilcolina, substância neurotransmissora responsável por promover a contração muscular. É a paralisação do músculo que promove o relaxamento necessário para a diminuição da dor.

O efeito dessa toxina começa a partir do terceiro ao quinto dia após a aplicação e, assim como acontece quando usado para fins estéticos, pela medicina, ela tem a ação diminuída com o passar do tempo. Por isso, a recomendação é de que sejam feitas novas aplicações em períodos que vão de seis a nove meses, dependendo do paciente.

A toxina botulínica é resultado da fermentação do clostridium botulinum, uma bactéria anaeróbia gram positiva que bloqueia a liberação de acetilcolina, um neurotransmissor que transporta mensagens entre o cérebro e as fibras musculares. Sem ordens para se movimentar, o tecido relaxa.



Fonte: JM Online