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21/11/2012 voltar

Transtornos alimentares e a saúde bucal

Imagem retirada de http://www.odontomagazine.com.br/2012/09/12/transtornos-alimentares-e-a-saude-bucal/
Imagem retirada de http://www.odontomagazine.com.br/2012/09/12/transtornos-alimentares-e-a-saude-bucal/
Geralmente, essas doenças atingem adolescentes e adultos com faixa etária entre 15 e 25 anos. Cerca de 90% das pessoas atingidas são do sexo feminino. A atuação do profissional de Odontologia é essencial, o diagnóstico e o tratamento restaurador devolvem a saúde bucal do paciente e sua função mastigatória.

O assunto tem sido tema de diversos estudos e estima-se que 50% dos casos de bulimia nervosa ocorram antes dos 18 anos. “Quando tratamos de bulimia, uma das manifestações é a presença de erosão dentária nas superfícies dos dentes, principalmente os que são anteriores em suas faces linguais (em contato com a língua). O indivíduo come compulsivamente e logo após vomita. O suco gástrico, então, entra em contato direto com os dentes, causando o desgaste e o aumento do índice de cárie”, comenta a Dra. Marina Teixeira, da Odontologia Narciso.

Já no caso da anorexia, geralmente os portadores apresentam deficiência de nutrientes essenciais para promover a formação óssea. O indivíduo pode desenvolver osteoporose, o que também afeta os ossos de sustentação dos dentes. Além disso, ocorre diminuição no fluxo salivar, muitas vezes causado por inibidores de apetite. “Tanto na bulimia quanto na anorexia, os portadores têm alto índice de cárie, pois ocorre o aumento da ingestão de carboidrato-açúcares, que eleva a acidez do meio bucal”, completa Marina.

Todos esses fatores podem interferir na estrutura bucal, levando não só a perdas dentárias, mas também a grandes prejuízos para o sistema estomatognático do paciente. O dentista não trata o distúrbio alimentar. Por isso, existe a necessidade da atuação de uma equipe multidisciplinar, formada pelo médico, dentista, nutricionista e psicoterapeuta.

É possível identificar os transtornos alimentares por meio de análise dos sinais clínicos e de uma avaliação criteriosa, sem esquecer de observar o paciente como um todo e não apenas sua cavidade bucal. “O diagnóstico precoce realizado por um dentista, nutricionista ou um psicoterapeuta, leva o esclarecimento ao portador. Se for um adolescente, é preciso entrar em contato com seus pais e estabelecer um vínculo esclarecedor, para que o tratamento seja realizado com sucesso”, finaliza Marina.

Fonte: OdontoBrasil.net