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15/01/2014 voltar

Estética e a saúde da boca

Imagem retirada de http://www.odontomagazine.com.br/2014/01/13/estetica-e-a-saude-da-boca/
Imagem retirada de http://www.odontomagazine.com.br/2014/01/13/estetica-e-a-saude-da-boca/
A aparência dos dentes é considerada uma das maiores preocupações entre os adolescentes quando o assunto é a saúde bucal. Talvez, um dos motivos tenha a ver com a necessidade de se sentirem seguros em relação à própria aparência e serem aceitos pelos grupos de convivência. Sendo assim, é crescente o reconhecimento de distúrbios orais como “impacto negativo” sobre as características físicas, sociais e psicológicos dos jovens.

A Invisalign®, que também tem opções de tratamento para o público teen, recomenda que a prevenção faça parte da vida de todo adolescente. Desta forma, é possível uma atuação completa e eficiente do ortodontista. É nesta fase que o paciente jovem começa a ter maior autonomia para se cuidar e procurar informações sobre os seus problemas, na busca por hábitos de vida mais saudáveis.

Pensando exclusivamente no público teen, um estudo sobre saúde e estética oral realizado por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com o objetivo de avaliar os problemas bucais e a influência na qualidade de vida desses jovens. O trabalho resultou em um maior enfoque clínico, por parte das clínicas envolvidas, no que se refere ao atendimento odontológico, buscando sempre aliar o tratamento ao bem estar social dos pacientes atendidos.

Constatou-se que aqueles que procuraram por tratamento ortodôntico foram 3,1 vezes mais propensos a ter problemas estéticos e dentários do que aqueles do grupo de comparação, ou seja, dos que não procuraram ajuda. A pesquisa descobriu que a importância de realizar avaliação odontológica, relacionada à saúde bucal e à estética dos dentes, interfere diretamente no âmbito social convivência dos jovens.

Com isso, o estudo comprovou que o grupo de adolescentes que procuraram por tratamento ortodôntico teve maior chance de relatar os seus problemas do que aqueles que nunca procuraram ajuda, independente do problema ser cárie dental, má oclusão ou alto grau de comprometimento estético. No entanto, casos graves ou severamente comprometidos foi o estopim para que esses jovens buscassem ajuda.

A amostra foi constituída por 225 indivíduos, de 12 a 15 anos de idade. Desses jovens, 101 tinham procurado tratamento ortodôntico em uma clínica universitária (grupo ortodôntico) e os outros 124 são de uma escola pública nas proximidades da universidade, mas nunca tinham realizado ou procurado tratamento ortodôntico (grupo de comparação). A severidade da má oclusão foi avaliada de acordo com o índice de necessidade de tratamento ortodôntico, seguindo os parâmetros do OHQOL. A medição dos dados foi coletada por ortodontistas através de entrevistas, questionários e exames odontológicos.

No âmbito emocional, em ambos os grupos, os motivos que os afetavam negativamente foram o desconforto psicológico (35,8%) e sentimento de incapacidade (38,0 %). Além disso, o aspecto da má oclusão severa (dentes extremamente tortos), a auto – percepção de comprometimento estético e problemas rotineiros de saúde dental, também foram estatisticamente associados como itens negativos que afetam a auto – estima desses jovens. Não foram observadas diferenças impactantes entre os sexos, no que se refere à qualidade de vida. No entanto, quando o grupo ortodôntico foi avaliado separadamente, as meninas relataram desconfortos significativamente piores.

É necessário que o jovem tenha o costume de buscar por tratamento ou prevenção, para evitar problemas futuros graves e, assim, conquistar um sorriso bonito e saudável. Mas, para que essa conscientização aconteça, deve-se criar o hábito de ir ao dentista ou ortodontista regularmente.

Os pais e os familiares são muito importantes para a vida do jovem nesse caminho de busca por tratamento, eles devem motivá-lo, seja ao indicar um doutor ou acompanhá-lo em uma consulta, se for o caso. Vale lembrar que, é durante essa fase da adolescência que a dentição permanente se completa e ocorrem intensas modificações craniofaciais.

Fonte: Odontomagazine, escrita por Vanessa Navarro